DEPOIMENTO


  • Nome: Vera M. F
  • Idade: 74 anos
  • Profissão: Enfermeira do trabalho (aposentada)
  • Diagnóstico Médico: Ataxia do rodopio

  • 4 anos comecei a sofrer muitas quedas devido à labirintite, minha vista escurecia subitamente e em seguida, caia. Com o tratamento para labirintite, melhorei deste sintoma, mas, em seguida passei a ter problemas de coordenação motora. Perdia o controle sobre o meu corpo, toda vez que saia da rotina, e com o passar do tempo foi se agravando, e não conseguia mais andar em linha reta ou ir em direção a alguém ou à algum lugar, pois meu corpo fazia movimentos incontroláveis de voltar para trás, rodopiar sobre mim mesma, esbarrar em tudoobjetos, paredes, pessoas. Perdia o equilíbrio e cheguei a sofrer fratura no dedo e no punho, devido à uma das inúmeras quedas. Tinha tremores terríveis no braço direito para escrever ou segurar algum objeto. Passei por incontáveis e angustiantes constrangimentos: Era incapaz de me dirigir à saída de uma loja, por exemplo, rodopiando e andando para trás até que alguém me segurasse e me conduzisse até a calçada. Para muitos que me viam caminhando pela rua, eu não passava de uma bêbada. Houve ocasiões em que fiquei detida no metrô, até que algum familiar pudesse vir me buscar, por me julgarem incapaz de circular sozinha. Minha busca por tratamento foi uma verdadeira saga, extremamente dispendiosa e cheia de frustrações. Passei por hospitais de ponta como Hospital das Clinicas, Hospital São Paulo, Hospital do Câncer e inúmeros especialistas- neurologistas, psiquiatras, psicólogos, que me deram os mais variados e absurdos diagnósticos: fibromialgia, falta de atenção (psicóloga), falta de “homem” (sim, acreditem! Tive que ouvir isso de um médico psiquiatra), houve uma ocasião em que o médico me pediu para me retirar da sala (como se eu fosse uma incapaz mental) para conversar a sós com minha irmã que me acompanhava. Tratamentos dos mais variados: RPG, acupuntura, auriculoterapia, psicoterapia, medicamentoso, espiritual (messiânica, João de Deus), sem qualquer melhora. Me tratei até 2014 no ambulatório de neurologia (ataxia) da Unifesp, onde recebi este diagnóstico – Ataxia do rodopio, e fui acompanhada também com acupuntura, que às vezes produzia uma pequena melhora temporária, de apenas algumas horas. Intrigados com o meu caso, me filmaram muitas vezes. Cansada e sem acreditar em mais nada abandonei o tratamento na Unifesp em 2014, prosseguindo com a psiquiatra que vem me acompanhando, e que me encaminhou para a dra Cristina H. Yui, uma fisioterapeuta com um método de tratamento diferente, ela disse, e diante da minha resistência, ela insistiu: “só volte aqui depois que passar pelo tratamento dela”! Contrariada, desconfiada e cheia de raiva, eu fui...e despejei na primeira consulta com ela, toda a minha descrença e frustração. Ela, muito paciente começou o meu tratamento em agosto de 2016, 1 vez por semana. Logo em seguida a 1ª sessão com a dra Cristina, me senti diferente, um pouco mais tranquila. A cada sessão, me sentia melhor, mais calma e menos descoordenada, até que 1 mês depois, após a 4ª sessão de tratamento, todos os meus sintomas desapareceram!!!! Desde então, ando e faço tudo normalmente, sem tropeços, sem rodopios...restando apenas ainda um pequeno tremor na mão para escrever, mas que vem melhorando gradativamente. Todos as pessoas conhecidas e desconhecidas que me viam passar na rua naquela situação constrangedora, hoje vem admirados me cumprimentar (até o segurança do banco!). Minha professora de ginástica e minhas colegas ficaram admiradas porque agora sou capaz de fazer todos os exercícios, inclusive os de equilíbrio sem qualquer problema. Fiz questão de ir mostrar a minha recuperação para o médico neurologista que me acompanhou no ambulatório de ataxia da UNIFESP e ele surpreso me filmou novamente, e me deu alta. Continuo em tratamento com a dra Cristina para que minha recuperação se estabilize e perdure pois, quando fico muito agitada, percebo ainda o impulso de voltar pra trás e girar em torno de mim mesma mas que consigo controlar com facilidade. Fiz questão de deixar esse meu depoimento em gratidão profunda à dra Cristina que possibilitou que eu voltasse a ter uma vida normal, depois de 4 anos de tanto sofrimento e constrangimento! E  para que outras pessoas que estejam em sofrimento como eu estive, também possam se beneficiar deste tratamento.

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