Depoimento


  • Nome: Aparecida D.C.
  • Idade: 53 anos
  • Profissão: Professora
  • Diagnóstico Médico: Dores crônicas de cabeça, DTM (disfunção temporo-mandibular) cervicobraquialgia à direita e cirurgia de artrodese cervical no segmentos C5/C6/C7.

  • Sou professora e tenho 52 anos.

    Mais ou menos com 21 anos de idade, comecei a sentir dor na ATM. Tempos depois, passei a ter também, dores na coluna cervical. Concomitantemente com esta situação, com 40 anos de idade, entrei num quadro de Fibromialgia, seguido de depressão profunda, que me levou a 4 anos de tratamento psiquiátrico, resultante das dores na ATM e coluna cervical que não cediam sua intensidade com fisioterapias e medicações.

     

    Em abril de 2008, passei por uma cirurgia na coluna cervical, devido à  2 hérnias de disco, que me inflamavam os ombros.

     

    No final do mês de outubro de 2008, com fortes dores na ATM, iniciei mais um tratamento, agora, com a Dra Gleice Murakami, ortondontista que me aconselhou a passar por uma avaliação com a fisioterapeuta, Dra Cristina Hatsumi Yui, que me explicaria os benefícios da utilização da fisioterapia craniossacral em conjunto com seu tratamento na ATM.

     

    Imediatamente iniciei o tratamento com fisioterapia craniossacral, e o que posso afirmar é que, 4 meses depois, já não preciso de analgésicos e anti-inflamatórios,quase não uso antidepressivos, a intensidade das dores na ATM diminuíram, minha qualidade de vida melhorou.

     

    Hoje, continuo o tratamento craniossacral junto com o da ATM, tendo plena certeza que esta fisioterapia foi determinante para a melhora do estado geral das dores crônicas que tantos anos me atormentaram.

     

     

    Aparecida  D. C.

    19 de março de 2009 

     

     

    HISTÓRICO

     

    Veio encaminhada pela dentista com quem iniciava o tratamento da ATM , no final de outubro de 2008   para avaliação e tratamento de apoio, queixando-se de dor intensa “na cabeça”, cervical e ombro, dificuldade para dormir, comprometendo suas atividades de vida diária. 

     

    Apresentava expressão facial de sofrimento, relatando perda de percepção dos movimentos faciais.

     

    Aos 21 anos de idade iniciou com os sintomas dolorosos na ATM ( articulação têmporo-mandibular), tendo realizado tratamento  medicamentoso com o buco maxilar sem sucesso, piorando ao longo dos anos e passando a apresentar fortes dores de cabeça, dores cervicais irradiando para ombro e braço direito.

     

    Aos 40 anos, foi diagnosticado Fibromialgia e Depressão

     

    Seu quadro cervical evoluiu para hérnia de disco entre os segmentos da 3ª à 6ª vértebras cervicais com compressão em alguns segmentos da medula provocando a piora das dores e espasmos musculares no ombro e braço direito.

     

    Em 09/04/2008, submeteu-se à cirurgia para retirada das hérnias que culminou com uma artrodese (fixação) da coluna cervical que aliviaram os espasmos, mas não as dores. Na ressonância pós-cirurgia, verifica-se a existência ainda de compressão provocada por um complexo difuso de calcificação de um disco entre a 4ª e 5ª vértebras cervicais

     

    Relata 2 episódios de convulsão após intenso estresse emocional.

    Fazendo uso de analgésicos, anti-inflamatórios e antidepressivos.

    Faz uso de prótese parcial na arcada superior devido a ausência dos molares superiores direitos e de 2 molares superiores esquerdos.

     

    Iniciou tratamento semanal, relatando alívio das dores em 80% já ao final da 1ª sessão, alívio que perdurou por algumas horas.

     

    Apresentava ausência de ritmo e bloqueio dos movimentos dos ossos cranianos e da boca. Ficou claro pra mim que o fulcro do problema localizava-se no seu maxilar, que teve seu movimento natural bloqueado pelo uso da prótese dentária parcial.

     

    Associado ao seu problema estrutural, apresentava seqüelas de comprometimento emocional por trauma de acidente com queimadura na infância que provavelmente estava relacionado a alta ansiedade determinando padrão de hipertonia geral da musculatura postural e respiratória.

     

    A paciente, com o decorrer das sessões, foi relatando duração cada vez maior dos períodos sem dor, melhora da qualidade do sono, deixou de fazer uso da medicação analgésica, diminuiu os antidepressivos e passou a perceber a relação da prótese com suas dores, e após a 5ª sessão, abandonou espontaneamente o seu uso. Encaminhei-a então para o dentista que providenciou uma prótese provisória adaptando-a de forma a não impedir qualquer movimento do sistema craniossacral, até que esteja em condições de submeter-se ao implante dentário. Atualmente em fase de enxerto ósseo e recuperação da altura da mordida.

     

    Com a estabilização satisfatória do quadro psicoemocional e físico, encontra-se em manutenção quinzenal.         

     

     

    Cristina Yui

    Atualizado em janeiro de 2011

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